Convenção do Avante confirma candidatura de David Almeida e Shádia Fraxe para o governo.
Por Warnoldo Maia de Freitas
Para fazer a transformação que o Amazonas precisa o Avante confirmou na noite desta quinta-feira, 23/07, uma chapa puro sangue com a candidatura do ex-prefeito de Manaus, David Almeida, e da médica Shádia Fraxe, ex-secretária municipal de saúde, para a disputa dos cargos de governador e vice, respectivamente, nas eleições de outubro deste ano.
Durante a convenção, realizada na Alameda Alphaville, ao lado do Parque Gigante da Floresta, no Novo Aleixo, também foram lançadas as chapas dos candidatos a deputado estadual e federal, da aliança que reúne o Avante, o Agir, o PDT, o Democracia Cristã (DC) e a Federação PRD/Solidariedade.
Maior ação conjunta
Ao fazer o seu pronunciamento, o prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante) fez questão de destacar que o povo do Amazonas não aguenta mais tantos desmandos, registrados em diversas áreas da gestão estadual, e citou como exemplo os corredores dos hospitais, lotados por pessoas doentes, bem como a "famosa" fila do Sisreg, o Sistema de Regulação, uma ferramenta essencial no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), projetada para gerenciar e regular o acesso à assistência médica.
"Nós precisamos de um governador capaz resgatar a esperança por dias melhores, de implementar, de instalar um novo momento para o Amazonas. David, como prefeito, em janeiro eu te espero para fazermos a maior ação conjunta da história do Amazonas", afirmou, destacando que "chegou a hora de tirarmos o Amazonas desse desgoverno".
Saúde na UTI
Durante seu pronunciamento Shádia Fraxe lembrou que a saúde do Amazonas está na UTI e assumiu o compromisso de levar para todo o interior do estado as ações, os serviços de qualidade já aprovados na capital, Manaus.
"Nós vamos readequar, reorganizar toda a saúde do nosso estado para atender bem e melhor a todos os amazonenses", afirmou.
Políticas que deram certo
Destacando uma das frases mais célebres do Hino Nacional do Brasil, que diz "Veras que um filho teu não foge a luta", David Almeida afirmou durante seu discurso que abriu mão do mandato de prefeito, até dezembro de 2027, para implementar em todo o Amazonas as políticas públicas que deram certo na capital do estado.
Durante seu pronunciamento David Almeida lembrou das obras realizadas pela sua gestão no Novo Aleixo e disse que "se os candidatos que estão na disputa pelo cargo de governador do Amazonas fizeram mais pelo Novo Aleixo e por Manaus do que eu, então votem neles".
"Estou candidato para combater, entre outras coisas, a destruição administrativa do estado do Amazonas, a pior educação e os atrasos nos salários dos profissionais da área da saúde", disparou.
David lembrou, ainda, que "não dá para trazer de volta um passado que fracassou, e ressaltou que o Amazonas não é laboratório para fazer experiências.
Para justificar o seu argumento ele lembrou que quando candidato Wilson Lima dizia que "a bronca écomigo", mas não resolveu nada e jogou uma bomba no colo dos amazonense.
Propostas
David Almeida apresentou suas propostas de governo, entre elas a ampliação do Auxílio Estadual Permanente, de R$ 150 para R$ 300, destinado às famílias em situação de vulnerabilidade social.
“Vou dobrar o Auxílio Estadual de R$ 150 para R$ 300. E sabe por que eu vou dobrar esse auxílio? Porque eu vou acabar com os contratos do Roberto Cidade. O governador não pode ter contratos com o próprio governo. Ele tem 700 milhões em contratos”, disse David.
Outra medida anunciada foi a criação do programa Corujão da Saúde, que prevê a contratação complementar de serviços da rede privada para ampliar a oferta de consultas, exames e procedimentos, com o objetivo de zerar a fila de espera do SISREG.
“Em quatro meses e meio como governador [interino], eu zerei as filas do SISREG, de cirurgia ortopédica no Hospital Adriano Jorge. Comprei uma hemodinâmica para o Hospital Francisca Mendes e, lá, eu zerei os cateterismos. No Hospital Delphina Aziz, eu fiz 2.232 cirurgias [...]. Eu construí, no Hospital Adriano Jorge, o primeiro centro de hemodiálise. Nós conseguimos zerar diversos procedimentos. Hoje, pelo que se sabe, tem quase 1 milhão de pessoas esperando por exames, por cirurgias. Se nós fizemos isso em quatro meses, com um orçamento de 14 bilhões, com esse orçamento de quase 44 bilhões, eu te afirmo: o nosso desafio é zerar, em 1 ano, a fila da morte do SISREG”, explicou David.