Manaus, 21 de Abril de 2026

Bosco Saraiva defende o tombamento das obras do arquiteto Severiano M?rio Porto

Obras de Severiano M?rio Porto representam um marco na arquitetura moderna regional

Política | 16/04/2015 - 16:45
Foto: Assessoria de imprensa

Bosco Saraiva

O deputado estadual Bosco Saraiva (PSDB) defendeu na quinta-feira, 16, o tombamento das obras do arquiteto Severiano Mário Porto, para manter viva a identidade cultural de Manaus e do interior do Estado. 
 
Segundo ele, o projeto de lei referente à preservação dos locais construídos pelo arquiteto vai ser encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa na próxima semana. 
 
Dentre as obras que marcam o trabalho realizado ao longo de décadas no Estado, estão: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Campus da Universidade Federal do Amazonas, Sede da Suframa, Pousada de Silves, Sede TRE/AM, Fórum Henoch Reis, dentre outras. No entanto, algumas delas já foram destruídas ou descaracterizadas, exemplos disso são os: Estádio Vivaldo Lima e o Centro de Proteção Ambiental de Balbina.
 
Para o deputado, que é presidente da Comissão de Cultura da ALEAM, a perda deste legado, mesmo que de forma parcial, pode ser classificada como um descaso com a cultura. Ele acredita que, por meio do Projeto de Lei vai ser possível garantir o acesso também à história.
 
“Minha intenção é contribuir positivamente no contraponto do processo danoso que vem sofrendo o legado construído pelo arquiteto Severiano Mário Porto. Por este motivo proponho o tombamento deste legado, que representa um marco na arquitetura moderna regional”, disse ele.
 
O arquiteto Severiano Mário Porto tinha a preocupação com temas voltados ao meio ambiente como: eficiência energética, sustentabilidade, e preservação. Nas suas obras estes conceitos estavam presentes através de jardins internos, brises em madeira, telhados verdes, e sombreamento de fachadas. 
 
“Severiano Mário Porto leu muito bem, há anos atrás, a questão ambiental. Ele utilizou, de maneira eficaz, a madeira do nosso Estado em um tempo que ela era símbolo das habitações dos pobres. Na verdade, Severiano pôde mostrar para todo mundo uma leitura diferente da realidade arquitetônica daquela época, e a realização das suas obras demonstrou exatamente isso.”, disse o deputado.
 
Atualmente, o arquiteto mora no Rio de Janeiro e enfrenta problemas de saúde. No Amazonas ficou o legado do trabalho realizado durante anos no Estado mais verde do país.
 

 

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