Manaus, 07 de Outubro de 2026

Cais do Valongo agora ? Patrim?nio Cultural da Humanidade

Com t?tulo, fica Cais do Valongo no mesmo patamar de import?ncia hist?rica de outros patrim?nios mundiais mais conhecidos, como o Campo de Concentra??o de Auschwitz

Geral | 10/07/2017 - 05:55
Foto: Tomaz Silva/Ag?ncia Brasil

Cais do Valongo, na regi?o central da cidade

Brasília -

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil
 
O Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, principal porto de entrada de escravos nas Américas ao longo de três séculos, recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade no domingo, 9. O reconhecimento da importância histórica e cultural deste sítio, localizado na zona portuária da capital fluminense, foi feito pelo Comitê do Patrimônio Mundial, ligado a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em reunião anual que ocorreu na Cracóvia.
 
O título não se traduz em benefícios financeiros diretos, mas coloca o Cais do Valongo no mesmo patamar de importância histórica de outros patrimônios mundiais mais conhecidos, como o Campo de Concentração de Auschwitz, na Alemanha, e da cidade de Hiroshima, no Japão, que foram reconhecidos como locais de memória e sofrimento da humanidade.
 
O Brasil recebeu cerca de 4 milhões de escravos nos mais de 3 séculos de duração do regime escravagista, o que equivale a 40% de todos os africanos que chegaram vivos nas Américas, entre os séculos 16 e 19. Destes, aproximadamente 60% entraram pelo Rio de Janeiro, sendo que cerca de 1 milhão deles pelo Cais do Valongo.
 
O título tem o objetivo de reconhecer a importância do local e dos africanos que lá desembarcavam para a formação cultural, social e econômica do Brasil. E ainda a sua relevância para toda a humanidade como símbolo da violência que a escravidão representa.
 
Candidatura
 
O Cais do Valongo foi o único sítio inscrito pelo Brasil para concorrer ao título este ano. A candidatura foi apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela prefeitura do Rio de Janeiro e aceita pelo comitê em 2015.
 
Na oportunidade, foi apresentado dossiê com detalhes da história do tráfico negreiro para o país e o que o trabalho escravo significou para a economia brasileira entre os séculos 16 e 19. O trabalho, coordenado pelo antropólogo Milton Guran, também demonstrou que a importância do sítio arqueológico não está ligada apenas aos afrodescendentes, mas a toda a população brasileira.
 
Conheça abaixo outras 20 atrações que ganharam o mesmo status:
 
Cidade de Ouro Preto (MG)
 
Centro histórico de Olinda (PE)
 
Ruínas de São Miguel das Missões (RS)
 
Centro histórico de Salvador (BA)
 
Santuário de Bom Jesus do Congonhas (MG)
 
Parque Nacional do Iguaçu (PR)
 
Brasília (DF)
 
Parque Nacional da Serra da Capivara (PI)
 
Centro histórico de São Luís (MA)
 
Áreas protegidas de Mata Atlântica do Sudeste (PR e SP)
 
Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento (BA e ES)
 
Centro histórico de Diamantina (MG)
 
Complexo de Conservação da Amazônia Central (AM)
 
Área de conservação do Pantanal (MT)
 
Ilhas do Atlântico: Reservas de Fernando de Noronha (PE) e Atol das Rocas (RN)
 
Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas (GO)
 
Centro histórico da Cidade de Goiás (GO)
 
Praça de São Francisco na cidade de São Cristóvão (SE)
 
Cidade do Rio de Janeiro (RJ)
 
Conjunto moderno da Pampulha (MG)
 
 
 
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