Fundada em 1956, a Ciranda do Ruy s? come?ou a disputar o Festival Folcl?rico do Amazonas em 1962 e j? conquistou 44 t?tulos, sendo 12 vezes destaque no evento
Por Warnoldo Maia de Freitas
A Ciranda do Ruy Araújo completa nesta segunda-feira, 18 de maio, 59 anos de fundação, mas só vai comemorar a data no dia 14 de junho, em uma grande festa, programada para ser realizada a partir das 12 horas, na quadra da Escola de Samba Andanças de Ciganos, na Cachoerinha, com a participação de danças folclóricas e grupo de pagode.
Fundada pelo professor Silvestre, em 1956, para congregar os jovens em torno da valorização das atividades folclóricas em Manaus, e depois tocada pelo “Binha” e consolidada por Adelson Cavalcante, a Ciranda do Ruy é hoje uma jovem senhora que embala as lembranças de muitas gerações.
“Ao longo da sua história a Ciranda do Ruy conquistou 44 títulos no Festival Folclórico do Amazonas, sendo 12 vezes o principal destaque do evento”, explica o Cirandista Francisco Castro, hoje responsável pela administração da dança, que é presidida por Adelson Cavalcante.
Ao falar sobre a história do grupo, Francisco lembra que a estreia em festivais de Manaus verificou-se no Estádio General Osório, quando da realização do 6º Festival Folclórico, sob a responsabilidade da empresa Archer Pinto.
“A sua montagem foi realizada pelo então estudante do Colégio Comercial Sólon de Lucena, hoje professor José Silvestre do Nascimento e Souza, tefeense filho do professor aposentado, Isidoro Gonçalves de Souza, auxiliado por dois conterrâneos seus, Ambrósio Ramos (já falecido) e Gaudêncio Gil”, explica.
Segundo ele, a esse trio deve-se também a montagem, em Manaus, da tribo dos Tarianos, o CACETINHO, famosa, que se tem apresentado nos festivais, ensaiada por alunos da Escola Técnica Federal do Amazonas.
“Vale ressaltar que a Ciranda da Cachoerinha, hoje denominada Ciranda do Ruy Araújo, participa do Festival Folclórico do Amazonas desde sua primeira edição em 1962”, argumenta, afirmando que ao longo desse tempo somente em 2010 deixou de participar do festival, por motivos particulares do seu presidente.
Francisco revela, ainda, que a dança está se preparando para o festival deste ano, quando apresentará o tema ”Ciranda: o grande espetáculo teatral ao ar livre”, abordando, além da história da própria Ciranda, autores famosos como Shakespeare, Nelson Rodrigues, Monteiro Lobato e Ariano Suassuna, entre outros autores.
“Nós vamos trazer alguns personagens imortalizados por esses grandes autores”, argumenta, destacando que a Ciranda é, na verdade, uma grande peça teatral e conta a sua história em 13 atos.