Manaus, 20 de Abril de 2026

CPI da ?gua proposta por Sass? j? tem 11 assinaturas

Para Sass? a audi?ncia p?blica realizada na quinta-feira, 25, foi inconclusiva porque a empresa limitou-se a apresentar relat?rios extremamente t?cnicos

Política | 30/05/2017 - 16:45
Foto: Foto - Tiago Corr?a

Sass? da Constru??o

 

Por Warnoldo Maia de Freitas
 
A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a falta de água em alguns bairros e as ações da Manaus Ambiental, apresentada pelo vereador Sassá da Construção (PT/AM) conseguiu reunir na terça-feira, 30, o apoio de 11 parlamentares.
 
 Mas, ele está otimista e acredita que, na quarta-feira, dia 31, conseguirá o apoio de mais  quatro e atingirá o número  mínimo de assinaturas para protocolar o pedido junto à  Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
 
Mobilização
 
Segundo Sassá, a Câmara precisa mobilizar-se para defender os interesses da parcela da população de Manaus que está sendo prejudicada pela Manaus Ambiental, que “presta um serviço precário, cobra faturas sem fornecer o produto, bem como uma taxa de esgoto em locais onde não oferece o serviço”.
 
“A CPI não é contra a prefeitura, mas sim para investigar as ações da Manaus Ambiental. A situação é mais séria do que parece, porque na audiência pública realizada na quinta-feira, 25, pela Comissão de Água e Saneamento da CMM, a concessionária limitou-se a mostrar um relatório extremamente técnico, que não condiz com a realidade registrada em vários bairros da cidade”, argumentou, destacando que a audiência foi inconclusiva porque a empresa também não apresentou soluções factíveis para os problemas apontados. 
 
Ao falar sobre os problemas Sassá disse que “as tarifas cobradas para muitas famílias relativas ao fornecimento de água são abusivas, porque em muitos casos essas pessoas não têm água nas torneiras das suas casas.
 
Além de Sassá da Construção Civil apoiam a CPI os vereadores Jaildo dos Rodoviários (PCdoB), Dr. Ewerton Wanderley (PPL), Chico Preto (PMN), Willian Abreu (PMN), Joana D'arc (PR), Marcelo Serafim (PSB), Carlos Portta (PSB), Plínio Valério (PV), coronel Gilvandro Mota (PTC) e Professor François (PV).
 
Arthur não coaduna com o que é errado, garante líder 
 
Joelson diz que o momento não é oportuno  
 
Ao rebater os argumentos apresentados por Sassá da Construção e vereadores favoráveis à proposta de instalação da CPI, o líder do prefeito na Câmara, Joelson Silva (PSC), afirmou que o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) “não coaduna com o que é errado”.
 
Para evidenciar o seu argumento ele destacou as ações colocadas em prática pelo chefe do Executivo municipal como, por exemplo, a criação de uma agência reguladora anunciada por Arthur, para que a prefeitura tenha ”um maior controle sobre as ações da Manaus Ambiental”.
 
“Nunca se avançou tanto no que diz respeito ao trabalho de fiscalização e cobrança de melhores serviços por parte da concessionária Manaus Ambiental quanto agora”, disse ele. 
 
Para reforçar a sua posição contrária à instalação da CPI Joelson disse que o atual momento político eleitoral também não é propício para a instalação de uma comissão de investigação.
 
“Todos sabem que as comissões parlamentares de inquérito instaladas anteriormente nesta casa nunca deram resultado”, disparou.
 
Joelson também apontou a necessidade de se exaurir todos os mecanismos disponíveis antes de se pensar em instalar uma CPI, porque tal mecanismo implica em despesas elevadas e nem sempre os seus resultados atingem os objetivos propostos pelos seus defensores.
 
“Termina em pizza”
 
Acompanhando o discurso do líder a vereadora Glória Carrate (PRP) disse que também não assinaria, “porque CPI sempre acabou em pizza nesta casa”.
 
Roberto Sabino (PROS) também lembrou que as CPI’s na Câmara “sempre deram em pizza”, mas sugeriu à Comissão de Águas buscar o apoio do Ministério Público para exigir que a empresa cumpra o contrato assinado.
 
Já o vereador Ewerton Wanderley (PPL), favorável à instalação da CPI, disse que o caso da água em Manaus é um caso de saúde pública e que precisa de choque para melhorar e tal choque é uma CPI. 
 
Por sua vez, Chico Preto (PMN) lembrou que a CPI é um instrumento legal, que tem o seu valor.
 
“O que se está se propondo é uma CPI para investigar os fatos, as irregularidades apontadas”, disse, apontando a necessidade de se investigar questões ligadas ao contrato como, por exemplo, a manutenção da cobrança de 100 por cento da tarifa de esgoto, particularmente em áreas onde a empresa não presta o serviço.
 
Chico Preto também questionou o fato de o contrato não conter metas, mas mesmo assim a prefeitura não sente nenhum constrangimento em dar aumento à concessionária.
 
“São questões incômodas e constrangedoras. A CPI não é contra o prefeito Arthur Neto. Essa CPI quer melhorar o contrato”, argumentou.
 
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