Baseado na pesquisa do historiador M?rio Ypiranga Monteiro, o espet?culo relembra dan?as populares como o ?Tipiti?
Danças tradicionais do folclore popular serão apresentadas pelo Governo do Amazonas/Secretaria de Estado da Cultura, nesta quinta-feira (9), às 20h, no espetáculo de dança “Bem do Interior”, executado pelo Balé Folclórico do Amazonas, no Teatro Amazonas. A promoção tem entrada franca.
Apresentado pela primeira vez em 2003, “Bem do interior” é uma releitura de autoria de Conceição Souza, diretora artística do Balé Folclórico, com duração de 45 minutos e coreografia de Marcos Vinicius e Weldson Rodrigues. O espetáculo é baseado na obra “Dança do Sol ou Tipiti” do advogado, escritor e professor amazonense, conhecido mesmo por sua grande contribuição para estudo da história do Amazonas, Mário Ypiranga Monteiro.
Os 28 bailarinos do Balé Folclórico do Amazonas serão acompanhados por dez crianças, de 9 e 10 anos de idade, alunas do Curso de Dança que acontece no Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro (Unidade Cachoeirinha). Elas vão encenar a música “Papagaio Difamão”, do compositor amazonense Torrinho.
A apresentação mostra como acontece um casamento típico do interior e as festividades comemorativas do evento, com cenários e figurinos amazônicos, abordando outras danças do folclore popular, como o “Boi-bumbá”, a “Dança no Paneiro”, a “Dança da Desfeiteira”, a “Dança do Jacundá”, finalizando o espetáculo com a “Dança do Tipiti” em torno do mastro de fitas brancas e vermelhas.
Robério Braga destaca resgate das raízes
A “Dança do Tipiti”, também denominada pelos índios tarianos e aimorés, como dança-do-pau-de-fita, é típica da região amazônica. Semelhante a um auto popular, mas quase sem canto, divide-se em várias partes: tipiti, pau-de-fita, cacetão, cacetinho cruzado, cacetinho doido (danças de bastões, como nos moçambiques), palma (jogo de mãos ritmado), trança do lenço, anta, queda, rede e croché.
A exibição do auto tradicional leva duas horas e os figurantes se vestem à moda indígena. São rapazes e moças, em número igual, que varia de 12 a 36 ou mais. O mastro ou pau, de onde partem as fitas coloridas, tem três metros, terminando por um florão ou simplesmente um tope.
“Um espetáculo como ‘Bem do Interior’ resgata nossas raízes, nossa identidade cultural, por meio das cantigas e das danças populares, que não podem se perder no tempo, pois fazem parte da nossa formação e de nossa história”, afirmou o secretário de Estado da Cultura, Robério Braga.
Para mais informações sobre outras ações, projetos e atividades desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Cultura, acesse facebook.com/culturadoamazonase o Portal da Cultura www.cultura.am.gov.br