Manaus, 23 de Agosto de 2026

Governistas fazem governo Amazonino perder prazo para renegociar d?vida com o BNDES

Serafim considera equivocada a conduta da base governista de abandonar o plen?rio para barrar a vota??o do or?amento

Política | 26/12/2017 - 10:25
Foto: Assessoria de Imprensa

Serafim Corr?a considera equivocada a postura da base do governo

Serafim considera equivocada a conduta da base governista de abandonar o plenário para barrar a votação do orçamento


Por Warnoldo Maia de Freitas
 
A falta de diálogo e maturidade por parte dos membros da base de sustentação da gestão Amazonino Mendes na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), que abandonou o plenário na quinta-feira, 21, em protesto ao voto qualificado do presidente daquela Casa, David Almeida, que beneficiou a polícia, levou o governo Amazonino Mendes (PDT)a perder o prazo para assinar a renegociação de uma dívida com o BNDES que lhe daria uma folga de caixa de R$ 195 milhões.
 
A falta de quórum na manhã da terça-feira, 26, provocada pelos governistas, também impediu a discussão do projeto que evidencia a boa vontade do governador Amazonino Mendes (PDT) de atender a um pedido do prefeito Arthur Neto (PSDB), para dar isenção do IPVA às empresas de ônibus em Manaus.
 
Na semana passada o prazo inicialmente proposto, de dez anos, foi reduzido para quatro mediante a extensão dos benefícios para os executivos e alternativos, defendida por David Almeida, Alessandra Campelo, José Ricardo e Luiz Castro.
 
Equívoco  
 
De acordo com o deputado Serafim Corrêa (PSB), o prazo para a renegociação venceu no dia 23 de dezembro e como a Assembleia não votou a redação final do projeto, aprovado pelo plenário, e a matéria não virou lei, após ser sancionada pelo governador, acabou sem efeito e o governo “acabou levando uma bola nas costas” devido à falta de entendimento e boa vontade para discutir com maturidade os verdadeiros problemas registrados no Estado.
 
Além de lamentar a falta de diálogo e de entendimento, Serafim disse que a base do governo cometeu um equívoco ao abandonar o plenário da Assembleia na quinta-feira, 21, para barrar a votação do orçamento de 2018, porque acabou inviabilizando a aprovação da renegociação proposta por Amazonino, para dar folga de caixa ao governo.
 
“Ao meu ver foi um equívoco a base do governo fazer o que fez, porque o governador, qualquer que seja, tem direito ao veto e a oposição não tem os 13 votos necessários para derrubar um veto”, explicou.
 
Menino barrigudo
 
O vice-presidente da ALEAM, Abdala Fraxe (Podemos), também lamentou a ausência dos governistas no plenário e a falta de maturidade para discutir e votar a Lei Orçamentária de 2018, mas comemorou a perda de prazo do governo para renegociar uma dívida com o BNDES.
 
 
“Graças a incapacidade da liderança deste governo nesta Casa, de ter raciocínio lúcido e lógico, o povo do Amazonas conseguiu se livrar de uma situação esdruxula que estava sendo armada pelo governador Amazonino Mendes, só para que sobrasse dinheiro no caixa do governo na eleição do próximo ano”, destacou Abdala (foto acima).
 
Segundo ele, a inviabilização da renegociação da dívida com o BNDES por si só representa uma grande vitória para o grupo dos deputados independentes, porque as contas do Amazonas encontram-se equilibradas e não há necessidade de se fazer uso de um artifício que poderia levar o Estado a um futuro igual ao enfrentado hoje pelo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
 
“É preciso que a turma do menino barrigudo tenha um mínimo de bom senso para cuidar das suas obrigações e aprovar o orçamento. Quem não está aqui é a turma que quer complicar e dizia que queria amar o Amazonas. Não se que amor é esse. Talvez esse seja um amor bandido. A população não pode sofrer, porque a turma do menino barrigudo se chateou e abandonou o plenário” completou.
 
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