Manaus, 08 de Outubro de 2026

Josu? Neto afirma que arquivar o impeachment seria uma atitude suspeita e antidemocr?tica

Partidos v?o indicar os membros da Comiss?o que vai analisar os pedidos de impeachment conforme previsto na Lei n? 1.079/50 - a Lei dos Crimes de Responsabilidade tamb?m conhecida como Lei do Impeachment.

Política | 01/05/2020 - 00:10
Foto: Assessoria de Imprensa

Josu? Neto disse que


Partidos vão indicar os membros da Comissão que vai analisar os pedidos de impeachment conforme previsto na Lei nº 1.079/50 -  a Lei dos Crimes de Responsabilidade também conhecida como Lei do Impeachment.


O presidente da Assmbleia Legislativa do Estado (ALE-AM), Josué Neto (PRTB/AM), afirmou na tarde desta quinta-feira, 30/04, que dar prosseguimento aos pedidos de impeachment, "neste momento", era a única forma de garantir o amplo debate sobre o tema e que arquivá-los seria uma atitude suspeita, inaceitável, antidemocrática e contrária a milhares de manifestações da população que está sofrendo com a pandemia provocada pelo Covid 19. 

“Refleti muito sobre essa minha decisão e quero dizer que no momento que nós vivemos a maior tragédia humanitária da história do nosso Estado, não poderia ser outra atitude de quem estivesse sentado nesta cadeira se não fosse a da mais absoluta imparcialidade. E a única forma de eu demonstrar imparcialidade é não favorecendo, nem desfavorecendo quem quer que seja politicamente” disse.  

O presidente revelou, ainda, que a decisão sobre o impeachment será uma decisão conjunta dos deputados e da população amazonense. 

“Cabe a mim submeter essa decisão aos donos dessa decisão, que são vossas excelências (deputados) e a sociedade do Amazonas que agora poderá se mobilizar, discutir e em última instância tomará ou não essa decisão. Mas o que eu não poderia fazer, em hipótese alguma, seria engavetar esse pedido, porque inclusive recairiam sobre mim suspeitas sobre a minha conduta” afirmou. 

Josué lamentou ter que tomar a decisão, porque Wilson e Carlos Almeida foram eleitos legitimamente, e disse que gostaria que isso fosse apenas uma crise política e que não fosse necessário tomar tal posição.

“Crises políticas não matam. As vidas, os dramas, as dores, as calamidades que as nossas famílias, os nossos irmãos, as nossas irmãs do Amazonas estão vivendo, essas vão ficar pra sempre. Os enterros, as despedidas, as histórias de vidas que foram interrompidas, essas vão ficar pra sempre. A crise política ninguém vai lembrar”, completou.

Comissão Especial

Com a decisão de dar prosseguimento à análise das denúncias, cabe agora aos partidos indicar os membros da Comissão  Especial que vai analisar os pedidos de impeachment conforme previsto na Lei nº 1.079/50 -  a Lei dos Crimes de Responsabilidade também conhecida como Lei do Impeachment.

Segundo a Procuradoria-Geral da ALE-AMl, a tramitação e análise das denúncias, bem como o número de deputados que vão compor a comissão ainda serão definidos, visto que é a primeira vez que um governador passa por um processo de impeachment no Amazonas.

Denúncias

As denúncias - nº 3/2020 e nº 4/2020 - apresentadas pelos médicos Mário Vianna e Patrícia Sicchar pedem o afastamento de Wilson Lima e Carlos Almeida por prática dos crimes de responsabilidade e improbidade administrativa envolvendo o mau uso dos recursos públicos na área da saúde do Amazonas e o significativo aumento do número de mortes no Estado. 

Em mais de 600 páginas os médicos reúnem uma série de informações envolvendo a falta de leitos de UTI, materiais de proteção individual dos profissionais da saúde, e o uso de recursos do Estado em ações que não são prioridade no momento.
 
 
 
 
 
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