Presidente da ALE-AM deu andamento ao pedido de impeachment com base em um parecer da Procuradoria-Geral da Casa
Presidente da ALE-AM deu andamento ao pedido de impeachment com base em um parecer da Procuradoria-Geral da Casa
Por Warnoldo Maia de Freitas
A corda esticada em torno do pescoço do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC/AM), devido a crise registrada na saúde desde 2019, ficou um pouco mais apertada na manhã desta quinta-feira, 30/04, porque o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), Josué Neto (PRTB/AM), resolveu aceitar, com base em um parecer da Procuradoria-Geral da Casa, e dar andamento ao pedido de impeachment contra o chefe do Executivo amazonense e seu vice, Carlos Almeida (PTB/AM), apresentado por Mário Vianna, presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (SIMEAM), atribuindo a culpa da morte de pacientes e profissionais da saúde à dupla Lima e Almeida.
Na farta documentação encaminahda à ALE-AM para sustentar o pedido de impedimento do governador e do seu vice, Mário Viana destaca que "a atual gestão do Governo do Amazonas mostrou-se inapta para gerenciar as verbas públicas de forma devida, particularmente na área da saúde" e ressalta o colapso registrado no sistema de saúde, com a falta de leitos clínicos e de UTI, fartamente noticiados nos telejornais nacionais, para reforçar a argumentação.
Agora, resta esperar a posição da comissão de deputados que será formada para avaliar esse novo pedido de impeachment e elaborar um parecer indicando se a corda vai ser afouxada outra vez, como ocorreu no ano passado, quando a Mesa Diretora da ALE-AM optou pelo arquivamento do pedido de impedimento apresentado por Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (sem partido) ou se vai apertar de vez a corda no pescoço do governador e do seu vice.