Motoristas do Ubem fazem manifesta??o em defesa da regulamenta??o do servi?o em Manaus
A Câmara Municipal de Manaus foi invadida na manhã da terça-feira, 26, por centenas de motoristas do UBER, que cobraram a retratação do vereador Sassá da Construção, por tê-los classificado de “bandidos”, e se manifestaram contra a aprovação do Projeto de Lei 28, em tramitação no Senado, que restringe o uso de aplicativos gratuitos.
De acordo com o Sérgio Saraiva, formado em Pedagogia, a Prefeitura de Manaus precisa legalizar a atuação desses profissionais, porque todos querem contribuir com a prestação de um serviço de transporte de qualidade à população.
“As autoridades amazonense também precisam se manifestar a respeito dos preços dos combustíveis praticados em Manaus, porque, em muitos casos, os postos praticam o mesmo preço e prejudicam todos os motoristas, tanto os dos carros particulares quanto os dos profissionais da área”, argumenta.
A assessoria do vereador Sassá disse que o parlamentar foi mal interpretado, porque ele não chamou ninguém de bandido, apenas apontou a necessidade da Prefeitura de Manaus regulamentar a atividade, até mesmo para garantir a segurança de todos os usuários.
Favoráveis
O vereador Marco Antônio Chico Preto (PMN) manifestou-se a favor da aprovação do Uber, bem como do direito das pessoas poderem escolher o sistema de transporte que melhor atenda as suas necessidades.
“Sou a favor do táxi, do Uber, mas, acima de tudo, defendo o direito do consumidor de poder fazer a sua escolha”, completou.
Claudio Proença (PR) também defendeu a legalização do Uber e disse que a regulamentação é necessária para disciplinar a prestação do serviço na cidade.
“O avanço tecnológico é inevitável e nós não podemos deixar de ver essa realidade. Mas, precisamos ter critérios e normas para não causar desequilíbrios em outros segmentos de transporte”, destacou.
Para o vereador Hiram Nicolau (PSD) a legalização é necessária, porque o Uber deu certo nas grandes capitais do mundo, mostra a evolução de um modelo e Manaus não pode ficar de fora.
“A prefeitura precisa regulamentar essa atividade, porque ela é inevitável“, argumenta, destacando que nem os motoristas de Uber ou passageiros que porventura usem o serviço querem operar e utilizar-se de um produto ou serviço que não esteja regulamentado.