O PMDB est? em fase de organiza??o para um novo diret?rio em Novo Air?o, com Ivo Almeida trabalhando para assumir a dire??o do partido
Novo Airão (a 115 km de Manaus) tem enorme potencial turístico, conta com os melhores artesãos do Amazonas, só precisa de uma política para geração de emprego e renda nesse setor. Além de belas praias, tem atrações como o arquipélago de Anavilhanas, matéria-prima necessária para o artesanato, um polo naval que só precisa ser revitalizado, mas até aqui não teve muita sorte com os gestores. Assim pensa o empresário Ivo Almeida, pretenso candidato do PMDB à prefeitura do município famoso pelos botos cor de rosa, que encantam os visitantes.
“Os botos trouxeram uma visibilidade muito boa para o município, que os administradores não souberam explorar”, afirma, explicando: os botos aparecem em qualquer lugar e não apenas ao redor de flutuantes, de onde as pessoas, hoje, podem ver e até entrar na água para brincar com os animais, muito dóceis. “Em qualquer lugar que a pessoa chegar é só bater água que eles vêm. Pode ser do outro lado do rio. Eles já se adaptaram àquele ambiente”, garante Ivo Almeida, em recente visita ao deputado Vicente Lopes, líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Amazonas. .
O PMDB está em fase de organização para um novo diretório em Novo Airão, com Ivo Almeida trabalhando para assumir a direção do partido. De acordo com Ivo Almeida, na última visita do ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) a Manaus, ele afirmou que o PMDB se prepara para lançar candidato a prefeito nos 62 municípios do Amazonas, em 2016. Braga, senador licenciado, é presidente regional do PMDB. “Lógico que sempre pode haver exceções. De repente, num município, o partido não tem candidato em condições de vencer o pleito e aí se faz uma composição. Mas a ideia do ministro é renovar e fortalecer o PMDB para as futuras eleições”, revela.
COMPENSAÇÃO
Ivo Almeida fala com entusiasmo do potencial econômico de Novo Airão com a exploração do turismo, insiste que está faltando apenas gestão, mas também reconhece o pouco espaço que sobrou das terras do município, depois da criação de áreas de preservação e defende uma compensação para os moradores. “Novo Airão tem, hoje, 80% de seu território em reservas e áreas de preservação. O município ficou muito reduzido para se desenvolver. Então seria uma briga futura: que o governo federal e o estadual pudessem compensar os comunitários, como já acontece em Manicoré”, revela.
Por uma grande reserva em Manicoré, conta Ivo Almeida, os comunitários conseguiram uma indenização permanente. “Todo mês eles recebem uma parte (dinheiro) pela área que está sendo preservada e em Novo Airão isso não está acontecendo. Nós pretendemos ir buscar isso aí”, diz ele, mas sem deixar de pensar em planos imediatos. “Está faltando é implementar políticas que possam ser enquadradas dentro da realidade do município. É preciso explorar o que a natureza oferece: belas prais, pesca esportiva, Anavilhanas, e chegando perto de Barcelos o Mamirauá, parque nacional do Jaú. Você tem muitas opções em Novo Airão”.
PASSAR FOME
Sobre a extração de madeira ser proibida, lembra que retirar o cipó para o artesanato não precisa derrubar árvore. Com o plano de manejo tirando madeira para beneficiamento, as sobras dessa madeira podem ser usadas no artesanato, a maior fonte de emprego e renda de Novo Airão, onde “estão os melhores carpinteiros da construção naval”. E o polo naval, “um pouco em decadência pela proibição da exploração da madeira”, pode ser transformado, para industrializar alumínio e ferro. Mas também sabe que não adianta fazer propaganda para atrair turistas se a rede hoteleira e de restaurantes ainda é muito precária. “Não temos restaurante, a rede hoteleira é precária. Não adianta divulgar Novo Airão para colocar três mil pessoas no final de semana, porque o pessoal vai passar fome e não têm onde ficar”.