Manaus, 20 de Abril de 2026

Pesca esportiva vai ter calend?rio

A pesca esportiva tem potencial para ser indutora de desenvolvimento. A atividade atrai mais de 10 mil turistas ao Amazonas e movimenta cerca de R$ 50 milh?es por ano no Estado.

Economia | 06/04/2018 - 18:10
Foto: Foto - Jos? Narbaes - Ipaam

Marcelo Dutra

A pesca esportiva tem potencial para ser indutora de desenvolvimento sustentado. A atividade atrai mais de 10 mil turistas ao Amazonas e movimenta cerca de R$ 50 milhões por ano no Estado. 

 
O Governo do Amazonas vai criar um calendário de encontros para discutir políticas públicas para a atividade da pesca esportiva no Estado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (6) pelo secretário Estadual do Meio Ambiente (Sema) e presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Marcelo Dutra durante o encerramento do 1º Workshop sobre Pesca Esportiva. O encontro teve início quinta-feira (5), no Centro de Convenções Vasco Vasques, no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus.
 
De acordo com Dutra, o evento superou as expectativas e apresentou excelentes resultados. “O que nos fizemos aqui nesses dois dias foi apenas o primeiro workshop. Precisamos discutir a pesca esportiva periodicamente, para que as linhas do tema sejam mais aclaradas e transparentes. A programação do encontro foi construída para trazer o conhecimento científico, empresarial, dos pescadores e todos os operadores da cadeia produtiva da pesca, com todos os seus olhares”, conclamou.
 
O encontro é inédito no Estado e foi realizado pela Sema, Ipaam, Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) e contou com apoio da Secretaria de Estado da Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror) e da Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura (Sepa). Representantes do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Federação da Agricultura do Amazonas (Faea), Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) e de 28 municípios, com potencial para a pesca esportiva, também participaram do workshop.
 
A atividade da pesca esportiva atrai mais de 10 mil turistas ao Amazonas e movimenta cerca de R$ 50 milhões por ano no Estado. Marcelo Dutra destacou a importância do encerramento do evento, que reuniu nos dois dias mais de 800 pessoas. “Aqui foram traçadas as linhas mestras do que toda a cadeia quer. Nos não vamos estabelecer fechados cota zero ou máxima. Vamos discutir agora quais as informações  que foram construídas aqui. Um zoneamento de pesca e de proteção ambiental precisam ser construídos”, observou.
 
Fomento
 
No encontro, o secretário da Sema e presidente do Ipaam defendeu a abertura de linhas de fomento para cada segmento. “Um financiamento barato para quem é dono de embarcação, do hotel, do bote, do motor de popa e para quem ainda não tem nada. Temos que pensar em todas as partes da cadeia produtiva da pesca esportiva. Temos que agregar principalmente os valores intrínsecos da sustentabilidade, do pagamento por serviço ambiental, muito mais do que pagar impostos”, sugeriu Marcelo Dutra.
 
Ele defendeu também a inclusão dos pescadores profissionais com registros nas colônias de pecadores, os que também se dedicam a pesca esportiva. “A população precisa de um sustentáculo econômico, e ela estão onde a alimentação dos filhos está garantida. Se a gente conseguir concretizar os projetos que discutirmos aqui, vai faltar pescador para o tamanho desse Amazonas, que é o maior Estado do planeta em biodiversidade, maior provedor de serviços ambientais do mundo e dono de mais de cinco mil quilômetros de rios”, finalizou.
 
 
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