Redação
"Amor Fantasma" é o nome da operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 30/11, em Manaus, capital do Amazonas, para investigar denúncias de possível crime de Caixa 2 nas eleições de outubro deste ano que teriam sido praticados por Adriana Mendonça e Henrique Oliveira.
Os alvos da operação, que começou a ser executada em uma agência de Publicidade, (Digital Comunicação, responsável pela produção da campanha), são o ex-vice-Governador do Amazonas, Henrique Oliveira, e sua ex-esposa, Adriana Mendonça, além de três empresas, que possuem um mesmo sócio em comum.
De acordo com as informações disponíveis, Adriana teria recebido R$ 3 milhões do PROS e declarou ter gasto R$ 1,5 milhão em despesas contratadas de publicidade, material gráfico e produção de programa eleitoral, conforme prestação de contas parcial disponibilizada no DivulgaCandContas. Já Henrique Oliveira (Podemos) se candidatou ao Governo do Amazonas pela coligação "Amazonas pode mais", tendo como vice Edward Malta (Pros).
Em nota oficial a PF não cita nomes, mas informa que foram apreendidos os celulares dos envolvidos, computadores e documentos.
“O cumprimento do mandado de busca e apreensão visa identificar a prática delituosa, bem como angariar outros elementos indicativos de autoria e materialidade”, destaca a nota.
De acordo com a PF, o nome da operação “Amor Fantasma” é uma alusão à relação conjugal entre os principais investigados. A ação visa combater possível crime de Caixa 2 (art. 350 e art. 354-A, todos da Lei 4.737/1965 do Código Eleitoral).
Denúncia
De acordo com informações disponíveis, em setembro, candidatos a deputado federal e estadual do Pros no Amazonas denunciaram e contestaram no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE) o repasse da direção nacional da sigla à candidata Adriana Mendonça.
O registro de candidatura de Adriana foi efetuado em vaga remanescente e indeferido pela corte. Cinco dos 18 candidatos do Pros contestaram a transferência e apresentaram denúncia ao TRE.
Comunicado da PF