Cresce a expectativa no meio político amazonense e todos querem saber quem comanda essas "forças ocultas" que insistem em atacar David Almeida.
Por Warnoldo Maia de Freitas
As inscrições para a "Corrida das Urnas", programada para ser realizada em outubro e que terá como prêmio principal as chaves do cofre do Governo do Amazonas e o acesso a mais de R$ 160 bilhões em quatro anos - tomando por base o orçamento aprovado para o exercício de 2026 - ainda não começaram. Mas, as redes sociais já revelam, todos os dias, muita gente empenhada em divulgar narrativas destinadas a "queimar a imagem" do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que aparece como forte pré-candidato na disputa contra o senador Omar Aziz (PSD/AM), o vice-governador Tadeu de Souza (PP) e a empresária e professora Maria do Carmo Seffair (PL).
O clima está esquentando dia após dia e é grande a expectativa no meio político amazonense, com muitos querendo saber quem está no comando de "forças ocultas", de "marionetes" que diariamente divulgam as chamadas FAKE NEWS.
Por que "todos" estão contra David Almeida? Quais interesses foram contrariados pelo alcaide?
Tem muita gente que também quer saber por que David Almeida é considerado uma ameaça aos interesses de certos grupos políticos, que insistem em promover ações, ao arrepio das leis, para conquistar seus objetivos.
Roteiro de mentiras
As "grandes sacadas" divulgadas todos os dias nas redes sociais, promovem a mentira, a desinformação, com narrativas contra o alcaide e repetem, reprisam, um roteiro antigo de uma novela cansativa.
Preocupados com a possível derrota nas urnas, certos candidatos e grupos políticos sem escrúpulos acreditam que vale tudo para conquistar a chave do cofre e poder, depois, dar aos recursos públicos - oriundos dos impostos pagos por todos -, o destino que melhor atender aos seus interesses e do seu grupo.
Tal roteiro de mentiras e boatos, já exibido em períodos eleitorais anteriores, tem por objetivo QUEIMAR REPUTAÇÕES de prováveis adversários, e "conquistar a simpatia" de muitos cidadãos que, de boa fé, acreditam em quase tudo que lhes é apresentado nas redes sociais.
O jogo pela disputa das chaves dos cofres é pesado e até mesmo o presidente Lula já confessou ter sido vítima de "mentiras", de boatos, em período eleitoral.
O ex-governador José Melo (Pros) é um exemplo bem próximo dos amazonenses dessas manobras colocadas em prática para a conquista da chave do cofre.
Melo acabou cassado, depois de ser acusado por compra de votos durante o processo eleitoral de 2014, porque teria gastado, de forma irregular, um pouco mais de R 7 mil.
Sacado do cargo de governador, José Melo acabou inocentado, depois que a justiça eleitoral do Amazonas inocentou a empresária Nair Blair dos processos de compra de voto, episódio em que se a justiça eleitoral se baseou para cassar o mandato do ex-governador em 2017.
Mas tais fatos não são "privilégios" da política amazonense ou política brasileira.
Em 1952, por exemplo, o britânico Charles Chaplin, "um dos maiores gênios do cinema mundial", foi expulso dos Estados Unidos. Com base em provas circunstanciais ele foi acusado de ser simpaizante do comunismo, por um político da Era McCarthy, e acabou impedido de regressar aos EUA.
Os fatos recentes mostram, de forma clara, que muita gente joga os escrúpulos para debaixo de um tapete bem grosso e pesado na hora de disputar a chave dos cofres.
Afinal de contas, vale tudo para vencer uma eleição?
Será que, os meios justificam os fins, quando a pessoa está disposta a fazer qualquer coisa para conquistar os seus objetivos?
Será que na política vale tudo e tudo pode, só o que não pode é perder uma eleição?
Há quem lembre que na política e na vida, há um lobo bom e um lobo mal brigando ferozmente, e sempre vence aquele que é melhor alimentado.
Portanto, cabe ao eleitor alimentar, nas urnas, o lobo que melhor lhe representar.