Deputado critica proposta de aumento da carga tribut?ria apresentada pelo governo Melo e diz que governante precisa ?trancar as torneiras dos desvios de recursos e da corrup??o?
O governador José Melo (Pros) não tem o direito de sacrificar ainda mais a população com a cobrança de novos impostos e sim precisa “trancar as torneiras dos desvios de recursos e da corrupção”, a exemplo dos mais de R$ 100 milhões retirados da Saúde, conforme mostrou a Operação Maus Caminhos. Além de obras superfaturadas, não realizadas e pagas, como ocorreu no município de Coari. Essa é a opinião do deputado Vicente Lopes (PMDB), manifestada em discurso na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira 15, sobre o projeto de lei do governo para aumentar em 2% a alíquota do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) de produtos como gasolina, diesel e até TV por assinatura.
No mesmo horário da sessão plenária de hoje, empresários do comércio e representantes de classe se reuniram com deputados para reclamar do projeto já em tramitação na Casa. Vicente Lopes, líder do PMDB, fez um apelo ao presidente David Almeida (PSD) e ao líder do governo Sabá Reis (PR), para convencer José Melo de que não é o momento de criar mais impostos. “Os empresários não estão aqui por acaso. Estão aqui exatamente para manifestar sua posição contrária a esse aumento de impostos. É importante que se diga: são esses homens e mulheres que geram emprego, que pagam impostos para alimentar a máquina pública”, afirmou o deputado, que foi aplaudido nesse momento.
Divulgação do que não é verdadeiro
Vicente Lopes insistiu no argumento de que “o povo não pode pagar a conta que não fez” e chamou a atenção para os gastos na propaganda do governo.
“É mais um apelo que eu faço, para que respeitemos o povo e tenhamos consciência de que paciência tem limite, que não podemos abusar da paciência das pessoas, que não podemos tripudiar sobre a população que está atenta sobre nós. Para que o governo pudesse ter autoridade de sacrificar a população, precisaria dar o exemplo de boa aplicação e transparência na aplicação dos recursos públicos, não extravasar com os gastos desnecessários como, por exemplo, as propagandas governamentais, que não dizem nada, não trazem nada, mas gasta-se uma fortuna com os meios de comunicação, para fazer divulgação daquilo que sabemos que não é verdadeiro”.